Democrata Elizabeth Warren lança candidatura às primárias presidenciais de 2020

A senadora Elizabeth Warren, que representa Massachusetts, lança neste sábado no estado natal dela a candidatura às primárias do Partido Democrata. Warren lançou um comitê para arrecadar fundos em 31 de dezembro, tornando-se a primeira democrata a colocar oficialmente o nome em vistas da campanha presidencial de 2020. Ainda há dúvidas se ela vai dar passos mais concretos na disputa interna do partido, embora o anúncio deste sábado seja amplamente simbólico.

O discurso da senadora para ser a candidata democrata contra o presidente Donald Trump em 2020 tem como mote a “luta por nossas vidas”. “Não será suficiente apenas desfazer os terríveis atos dessa administração. Não podemos nos dar ao luxo de apenas mexer nas bordas – um crédito fiscal aqui, um regulamento lá. Nossa luta é por grandes mudanças estruturais”, disse a senadora.

A candidatura de Warren será conduzida também em grande parte pela lembrança aos ataques que fez contra grandes bancos na esteira da crise financeira de 2008. Esta estratégia foi a base que a fez vencer o Senado por Massachusetts em 2012.

Neste sábado, no discurso em Lawrence, Warren repetiu o tom. “Vamos enfrentar Wall Street para que os grandes bancos nunca mais possam ameaçar a segurança de nossa economia”, disse.

A próxima parada de Warren aos Massachusetts é no Estado vizinho de New Hampshire, a primeira unidade da federação a sediar primárias em 2020. Depois, ela deve ir a Iowa, Carolina do Sul, Nevada, Georgia e Califórnia.

O evento em Lawrence ofereceu a Warren a oportunidade de apertar o botão de reinício na campanha, estigmatizada pela decisão dela de se identificar como nativa americana. Em outubro, a senadora divulgou os resultados de um teste genético que mostrou que ela provavelmente teve um ancestral índio entre seis e dez gerações atrás.

Warren pediu desculpas na quarta-feira, 6, a um grupo indígena que criticou a divulgação do teste de DNA. A herança indígena de Warren é fonte de longa disputa com Trump, que muitas vezes a chamou ironicamente de “Pocahontas”, em referência à personagem histórica americana alvo de lendas e representações cinematográficas. Fonte: Dow Jones Newswires. (As informações do Estadão)

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