Mais de 800 micro-ônibus vão circular durante greve dos rodoviários

Um plano de contingenciamento de transporte será colocado em prática em Salvador a partir desta quarta-feira, 23, quando tem início a greve dos rodoviários na capital baiana. Para suprir a carência de coletivos, vão entrar em operação mais de 800 veículos, entre micro-ônibus do Sistema de Transporte Especial Complementar (Stec) e de quatro cooperativas metropolitanas. As informações sobre o plano foram divulgadas pelo prefeito ACM Neto e o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota, durante coletiva na tarde desta terça-feira, 22, no Palácio Thomé de Souza.

Além dos micro-ônibus, que vão trabalhar com tarifa de R$ 3,70, também estão autorizadas a circular as vans do transporte escolar e do transporte turístico, que poderão atender a população com tarifas acordadas previamente. Segundo a prefeitura, os veículos serão distribuídos em 35 roteiros que atendem a seis principais corredores de transporte na cidade (confira a tabela abaixo).

Impasse entre rodoviários x empresas

A greve foi decretada em assembleia realizada na tarde desta terça, no Ginásio dos Bancários, após a última rodada de negociação terminar sem acordo entre as partes. Os empresários do Consórcio Integra não apresentaram uma contraproposta para a reivindicação inicial dos rodoviários, de 6% de reajuste salarial.

Durante a coletiva, o prefeito disse achar ‘estranha’ a falta de proposta do patronato, já que as empresas haviam sinalizado que poderiam conceder reajuste de 1,69%, tendo como base o INPC. “Não posso afastar o sentimento de que, talvez, as próprias empresas tenham interesse na greve, como uma forma de pressionar a Prefeitura. Mas não conseguirão, pois não vamos permitir nem aumento de tarifa e nem exclusão de linhas de ônibus na cidade, como os empresários já trouxeram”, ressaltou.

A gestão municipal aguarda ainda que o Sindicato dos Rodoviários cumpra a determinação da Justiça do Trabalho de colocar em circulação 50% da frota de ônibus em horários de pico (das 5h às 8h e das 17h às 20h) e de 30% nos demais horários. Entretanto, os trabalhadores já afirmaram que não vão cumprir a determinação e que nenhum veículo deixará a garagem durante a greve. (As informações do A Tarde)

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