Ex-coordenador da Lava Jato na Suíça acredita que a política atrapalhou a investigação

Stefan Lenz, o procurador encarregado, até outubro do ano passado, por comandar as investigações da operação Lava Jato na Suíça afirmou que a articulação de forças políticas tanto na Suíça quanto no Brasil, são responsáveis pelos fracassos nos esforços para intensificar a cooperação bilateral. De acordo com a Folha de S. Paulo, a proposta de criar uma força-tarefa conjunta foi anunciada em março de 2016, mas até hoje ainda não foi efetivada pelo Ministério da Justiça.

“Embora as autoridades tenham buscado estabelecer uma base jurídica para a criação desse grupo, ainda não foi possível chegar a um consenso. As considerações políticas, e não jurídicas, podem ter desempenhado papel crucial no fracasso desses esforços”, afirmou Lenz à Folha. “Parece-me que existe uma falta de vontade política para coordenar tais casos excepcionais com recursos adicionais, processá-los de forma eficiente e completa, e assim contribuir muito mais para a limpeza do centro financeiro suíço”, disse Lenz e acrescentou que “o sucesso dessa investigação na luta contra a corrupção endêmica no Brasil é indiscutível.

Mesmo que as forças políticas tentem dificultar ou impedir as investigações no país, é impensável para mim que não haja um efeito positivo duradouro na sociedade brasileira.

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